sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Uma Flor qualquer


Lá no fundo do quintal, entre pedras, tijolos e entulhos, meio tímida, meio sem jeito,
Um pontinho verde, uma folhinha, e de repente lá estão elas, desafiante, geralmente são chamadas vulgarmente de mato, erva daninhas, ou simplesmente praga, normalmente são.
Arrancadas sem piedade, os jardineiros os detestam, pisoteiam e desprezam as, mais lá estão elas de volta, das mais variados espécimes, parece manifestarem a uma só voz olha, voltamos!
Estamos aqui de novo queremos enfeitar seu jardim, e lá na pontinha do galho um botão uma flor, desabrochou, linda, belas nas mais variadas cores, amarelas, vermelhas, azuis e até verde, algumas tão pequenas e tão belas como diamante lapidado digno de enfeitar a ponta das orelhas da mais bela deusa do Olimpo, algumas assemelham as mais exóticas das orquídeas/ mas são mato, praga, não merecem o sol, e nem tão, pouco um lugar nos jardins, as abelhas e insetos estes não ignoram e extraem o néctar e as polinizam sem indiferença, e assim rejeitadas, vão tentando vencer o preconceito pelo fato de terem nascido mato, Há! Que pena não terem nascido rosas garbosas e orgulhosa;

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