Certa vez perguntei a mim mesmo, porque ainda não havia escolhido uma arvore como símbolo meu? Talvez como um logotipo, todos nós escolhemos ídolos, artistas, Animais Flores e etc, etc, etc, E porque não uma Arvore?
Então, cheguei próximo do Ipê amarelo e era época de sua florada Fiquei atônito com tanta beleza, eram flocos, cachos lá no alto uma cor amarelo intenso brilhante parecia querer competir com o astro Rei com tanta força e brilho. Folha não tinha estas já haviam feito suas tarefas caíram no chão e a Terra-as consumiam, mais já era o chão repouso para as flores que caíram parecia um tapete, a principio.
Pensei já ter resolvido esta questão seria o Ipê amarelo o meu símbolo, Mesmo porque já existia na minha Alma esta passagem na infância quando vagava pelos campos, a minha mente as registrou, e nunca mais se apagou.
Da mesma forma o Ipê roxo, já de folhas destituídas, Quanta poesia ao redor, nos transporta as esferas só pela musica alcançada. “O que me parece a sua cor está mais para o lilás” Mas ocupa igual espaço do amarelo, Não existiria beleza na natureza e na própria existência, sem algumas pinceladas com nuanças de lilás. A cor preferida dos Anjos.
Todavia antes de tomar uma decisão resolvi perambular ver outras arvores e assim o fiz,
E fui ver de perto a Quaresmeira por sorte demorei um pouco e encontrei não uma, mais várias e exatamente já era também época de sua florada, eram flores e mais flores lilás, roxa, e até violeta, lembrei-me de paisagens que já conhecia nos campos e na Serra do Mar, Lá incrustada no meio da vegetação a nos encantar. Vi abelhas, Besouros e aves o néctar colher, Então de choque minha alma foi tomada, meus olhos de lágrimas umedecido, há vi Anjos sim, Não muito claro é lógico era apenas manchas que com minhas lágrimas confundiam pareciam ter asas.
Que e o néctar também colhiam. Bom! Talvez fosse apenas um devaneio, Há! O chão parecia cobrir se com um grande manto Roxo, pois pétalas e mais pétalas rodopiavam, rodopiavam, bailavam ao vento e caiam, parecia até que havia uma felicidade em pousar na terra, como se estivesse retribuindo benesses.
Já havia o Ipê amarelo na recordação, O Roxo e o lilás no sentimento.
Não posso trair meus sentimentos, pensei!
Passaram algum tempo sem tomar uma decisão, Foi quando comecei observar uma grande arvore, era robusta e frondosa,
seu tronco de porte elegante, de grande altura e protegida por espinhos tipo bico de papagaio impossibilitando algum afoito tentar escalar seu lenho, ainda tinham seus galhos principiando a partir
De avantajada altura, sendo assim, eram inatingível por qualquer ser destituído da dádiva de voar.
O traçado da sua copa este era soberano, as folhas nesta época do ano eram quase inexistentes, pois também já haviam caído. Porem suas flores era de divinal beleza e se distribuam por todos os galhos alguns até cedendo ligeiramente com o peso, não da própria flor, parecia-me que era o peso da beleza, da maravilhosa obra divina ali reinante, Sua cor? há! Rosa com bordas branca, nas partes mais ao fundo, chegava até o roxo, Quatro pétalas com duas hastes no centro, tudo com uma simplicidade quase intrigante,
Flores e pétalas se depreendiam e como ave planando pousavam no chão, devido à altura era possível apreciar em curto tempo essa fagulha de beleza desafiando o espaço, todavia observei certo ar de vaidade! Grandiosa, elegante e orgulhosa,
Seu tronco quase não cedia ao balanço do vento, talvez ate desafiasse alguma tempestade. Era como se eu estivesse em porta de grande templo me sentindo muito pequeno e frágil. Perante grandiosidade, Continuei observando este desafio vegetal por alguns dias, até que todas as flores caíram. O que imaginei! Havia terminado aquela fase de encanto, Meros enganos já apareciam os frutos lá no alto, pesados preso por uma áster parecia alguém segurando algo pesado com o braço esticado e o pulso pendendo.
Pára baixo, porem com muita firmeza, ali continha segredos!
Eram os frutos, semelhante a um abacate, de cor verde escuro. Todavia dali, não sairia uma polpa suculenta que satisfaria apetites de aves e animais, pois ao calor este fruto se abria e lançava ao ar uma pluma branca como algodão, e como minúsculo para queda, rodopiavam, rodopiava ao vento, Sem presa de cair
.
Pois eu vi os Anjos soprando, brincando com o sobe e desce dessa leveza, olhe! Garanto que vi algo maior desta brincadeira
Participar, vez ou outra parecia não se conter se, e disfarçadamente soprava, ou. Suavemente com a palma da mão o ar deslocava e a pluma subindo e descendo parecia Ave domesticada na palma da mão do dono querendo pousar, Olhe é segredo, mas eu acho que era o próprio Criador, combatendo o estresse, Vi também uma luz do branco refletido, com nuanças das cores que já falei, de olhar maternal, Nos lábios um quase sorriso! Com quem do ato não participa más tem gestos de aprovação garantida.
Mais ali naquela leveza continha algo mais, No meio da pluma tinha uma semente de forma alongada e com pequenas garras na ponta que ao tocarem na terra penetravam à procura de perpetuarem se.
Mas algumas caiam diretamente no solo formando um tapete branco em volta do seu tronco, e como na sombra do seu genitor,
Germinar não é seguro, O vento dava um empurrãozinho,
E soprando aquela leveza, se deslocava e rolava, ora voava e no chão levemente toucava,rolavam até formarem uma bola, levando para distancia segura, onde pudesse suas garras no chão adentrar e sua evolução por geração continuarem. E assim extasiado voltei para casa avaliando o que acabava de apreciar, e ainda descobrir paineira de cor amarela e também branca, Então avaliei tudo novamente, O Ipê amarelo faz parte de minha vida, E o roxo também. Há! Ipê roxo Como tu eis esplendoroso. A Quaresmeira que encanto nos faz, como não Respeitar?
Então decidir ficar com todas e ainda com todos os vegetais que nos cercam e nos brindam com sua beleza, e encantos, suas flores, folhas, frutos, e sombra.
Mas que vou te reverenciar Nobre Paineira, isto eu vou, me curvarei perante a ti e a chamarei de Majestade.
Henoch 14/08/2006
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