sábado, 7 de fevereiro de 2015

BOIS E SAPOS

BOIS E SAPOS.

Era uma vez uma grande fazenda, com grandes pastagens, e grande lagos, as pastagens eram cobertas, repletas de bois vacas e bezerros, que felizes comiam, sem parar durante todo o dia, só parando para um repouso e para uma boa digestão lá para o escurecer. Alguns ainda ficavam dando uma biliscadinha até mesmo quase total escuridão, Nas lagoas ali também reinava uma paz e harmonia das maiores, vários espécimes de peixes, traíras, mandis, tílápias e um mundão de pequenos seres, minúsculas forma de vida, principalmente.
Girinos, pois a grande população mesmo era de sapos, tinha sapos pequenos, grandes, malhados, pintados, listrados,

Rajados. Verdes, amarelos, cinza, pretos Etc.etc.etc... Até que num certo tempo às chuvas ausentaram se, pois foram requisitadas para molharem outras terras outras vidas, Ai as coisas começaram a ficar preta. A princípio as pastagens começaram a ficar de cor amarelada, e logo arvores começaram despir se de suas folhas até que de preta a situação passou para calamitosa. Os animais que se alimentavam daquelas pastagens de pouca umidade, se serviram das lagoas para reporem as suas necessidades, Aterra seca e faminta por umidade, saciava se, sem piedade. E então as lagoas que há tempos não recebiam o líquido maravilhoso da vida secaram, e a situação que era calamitosa passou para catastrófica, e a maioria das espécimes menores já tinham deixado desta vida para melhor. Más as sapaiadas toda ainda tentavam resistir aquele castigo, valendo se da lama ainda existente, e assim, lembrando dos bons tempos quando a um só coro coaxavam numa verdadeira sinfonia como que agradecendo o criador pela a graça recebida de estar vivo, e de ser parte da natureza. Más infelizmente não houve salvação chegou o dia em que as lagoas secaram mesmo! Aí foi o fim, todos ficaram mortinho, esticadinhos, e só ficou aquela tristeza danada, parecendo que no ar ficou uma pergunta, a o Criador? Porque tudo isso senhor? E assim sem resposta, sem aquelas belezas que antes reinava, só restou o silencio dos coaxar. E ficou por vários dias assim até que as chuvas após encharcar e causar alguns estragos causados por enchentes e torrentes. Más também dado um retoque na natureza, mais um verde aqui!  Um colorido ali! Mais frutos, e fartura para todos os seres da região. E então Resolveu voltar, e vomitou água, despejou água! até recuperar toda falta que fez. Aí a natureza toda começou a reagir. E daquela relva seca surgiu vida, as arvores despidas se vestiram de folhas verdes e brilhantes. As águas deslizavam na terra já saciada, e desciam para as lagoas que em pouco tempo já recuperava sua capacidade total, e não demorou muito lá também estavam à vida de volta. As pequenas formas de vida, até os peixes como por milagre lá estavam. Girinos e sapos. Não sabemos, como desta se salvaram, e reassumiram seu espaço, seus tronos, e voltaram a coaxar como numa sinfonia tendo como maestro o criador. E bois vacas e bezerros voltaram aos fartos pastos e as límpidas águas das lagoas, convivendo harmoniosamente com a sapaiada toda.  Assim é a natureza que às vezes não compreendemos...    
 H, Amorim - Brincar é preciso.

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