VIAGEM ESPACIAL
Fechei os olhos e viajei na crista de um cometa, andei de
estrela em estrela, Na velocidade da luz penetrei no Universo, dei um pulinho
em outras galáxias, vi luz em corpo iluminado e a sombra projetando, paisagens
de esculturas que o próprio universo construiu, Planetas que o ser ainda não
habitou, escapei da força de buracos negros entendi o mistério do espaço curvo,
e conheci outras dimensões, vi coisas de divinal beleza que a mente de fraqueza
possuída não consegue captar, ouvi o som que o instrumento ainda não executou, senti
a fragrância que as raízes dos vegetais ainda não produziram e aos ventos não
foram lançadas, meus olhos captaram as nuances que a luz ainda não iluminou, vi
e senti os movimentos das arvores antes do vento soprar e os movimentos da bailarina
antes da dança começar, às vezes senti medo e pavor que minha alma abandonar
meu corpo queria, passei pelo calor ardente e o frio cortante, senti minha
matéria ser diluída e meus atamos ao universo serem lançados e logo depois
reagrupado no mesmo ser. Atravessei todas as barreiras do universo deixando
para traz todos os corpos celestes, onde todos os sentidos da vida se juntavam
e misturavam se num só elemento, os sentimentos, alegrias, as cores, fragrância
sons e movimentos num só elemento da divina sabedoria. Venci todas as
barreiras. Vi e senti a grandeza do Universo á divina obra que Deus criou,
senti minha mísera insignificante e pequenez, lá encravado na escala do espaço
e tempo. Eu vi o ser de alma presa em frágil matéria se digladiando numa louca
e desvairada corrida, uma partícula de poeira um nada, uma insensatez, cada um
queria o seu Deus conforme seus princípios, talvez, ser o próprio Deus para
melhor dominar o próximo. Não sabendo o que fazer com o prêmio da vida que Deus
lhe deu, porem senti-me feliz de descobrir que sou uma pequena partícula,
talvez uma sub-partícula deste universo maravilhoso! E cansado da longa jornada,
estacionei a minha nave imaginária e acordei! Queria continuar a viagem, agora
mergulhando em braçadas longas deslizando no fundo do oceano deslumbrando as. belezas
dos seres e seus silencio lá existentes, penetrando na terra atravessando o
centro da terra desafiando o magma, porem resolvi voltar a minha base e
observar o que é real. Vi em minha volta a luz do grande astro, que nos brinda
com luz calor, e projetava a sombra dos corpos que se antepunha e todas as
formas de vidas vegetais e animais grandes e pequenos visíveis e invisíveis, como
numa escala de variedades do princípio ao fim, tendo como objetivo uma só razão
à vida! O vento acoitava e balançava as arvores como numa dança, folhas se
projetavam no espaço, pétalas das flores caiam e pousavam no chão, ouvia-se, ao
longe, crianças cantarolando, gritando, correndo e brincando numa alegre
sagração à vida.
Henoch Amorim 04/08/2013
Henoch, o senhor tá de parabéns! Poesias inspiradoras! O senhor captou o segredo do universo: o potencial humano é ilimitado. Continue sua arte...escrevendo, pintando...Continue nos inspirando! Forte abraço Vitor Hugo
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