quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

SONHOS E MIRAGENS

 SONHOS E MIRAGENS

Abaixei minhas cortinas, aquelas que nos separa do mundo exterior, e com lápis, pinceis e tintas, fui delineando uma paisagem. Iniciando com uma linda planície coberta por um tapete de vegetações em várias nuanças de verde e até com algumas pinceladas de pálido amarelo, destacavam se, algumas arvores de tamanho médio e ate frondosas, algumas floridas e outras já com destacados frutos que pela cor de cereja a carmim despertava o desejo de suculento sabor, tudo em movimento suave impulsionado por uma suave e meiga brisa, parecia haver ritmo e dança.
Uma grande elevação na planície deitava se no meio da paisagem, onde tudo se refletiam num límpido rio que cortava aquela bela paisagem parecendo está sobre um espelho.
Esta não era coberta por vegetação e tinha formas de instrumentos musicais notadamente teclas brancas e pretas que se concluía ser de piano. Cordas sobre madeiras cor havana e arco suspenso de violino, também algum intenso brilho que dos metais saia, ramos floridos entrelaçados aos instrumentos surgiam. Alguns posavam sobres às teclas, A iluminação era do entardecer, pois o astro maior já descera para outros reinos. No Céu à cor alaranjado fundia em leve verde com o azul celeste chegando à suave violácea. Não tinham músicos, mais no ar plainavam aves de todos os tamanhos, formas e cores que em vôos rasante tocavam nas teclas às vezes com os pés ou com o bico e imediatamente lançava vôos ao Céu e outras aves desciam e com suavidade acariciavam e tocavam nas teclas, e uma doce e embriagante música dominava à alma, tomava forma fundindo se o som, a cor do Céu e da terra, o movimento da brisa e das aves que dançavam e plainavam em bela harmonia tudo em cópia do reflexo nas águas do rio.
Tal espetáculo ainda não havia chegado ao fim, Pois duas aves de tamanho maior lançaram se as alturas e como se no bico portassem um giz, riscaram o Céu e um majestoso portão foi formado, uma imagem portava se em cada lado, tinham asas de grande esplendor em movimentos suaves. Não eram aves e sim Anjos que confundiam se nos meios das aves, Cada um de lado do portão desenhado, foram como em passo de mágica abrindo e como uma fina película foi cedendo e um novo cenário foi tomando contornos, as imagens ali formadas eram Anjos que em suaves movimentos tocavam nas teclas e cordas, outros instrumentos de sopro flautas cornetas tudo no ar suspenso, e como explosão do fogo de artifício em chuva de cores no ar era lançados e na aproximação do campo de visão os semblantes de alguns anjos eram notados não com tanta clareza, mais Gandi, Madre Tereza, Irmã Dulce era conhecido. Os sons dos movimentos de asas douradas e prateadas dos anjos embalavam a divina sinfonia, em sons, cores, e movimentos, como se de uma sagração as divinas leis do Criador.
De tamanha leveza de incompreensível e divinal beleza para a mente humana descrever. Novamente duas figuras Angelicais cortaram o Céu e com as mãos em luz resplandecente riscaram um novo formato de portão e a ansiedades por tamanha e incompreensível beleza que viria nesta terceira e última paisagem que concluía se tratar da verdadeira razão e essência divina. O espírito da matéria em vão tentava do corpo depreender e se juntar aquela embriaguez da divina obra do Criador. Acordei em prantos e no peito meu coração batia em ritmo acelerado e então compreendi que aquele divino e último espetáculo estava alem das limitações de meros mortais.

Henoch 10/10/2014
Comentário. Preciso tratar minha arritmia cardíaca

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

ESPACIAL

                                                 VIAGEM ESPACIAL

Fechei os olhos e viajei na crista de um cometa, andei de estrela em estrela, Na velocidade da luz penetrei no Universo, dei um pulinho em outras galáxias, vi luz em corpo iluminado e a sombra projetando, paisagens de esculturas que o próprio universo construiu, Planetas que o ser ainda não habitou, escapei da força de buracos negros entendi o mistério do espaço curvo, e conheci outras dimensões, vi coisas de divinal beleza que a mente de fraqueza possuída não consegue captar, ouvi o som que o instrumento ainda não executou, senti a fragrância que as raízes dos vegetais ainda não produziram e aos ventos não foram lançadas, meus olhos captaram as nuances que a luz ainda não iluminou, vi e senti os movimentos das arvores antes do vento soprar e os movimentos da bailarina antes da dança começar, às vezes senti medo e pavor que minha alma abandonar meu corpo queria, passei pelo calor ardente e o frio cortante, senti minha matéria ser diluída e meus atamos ao universo serem lançados e logo depois reagrupado no mesmo ser. Atravessei todas as barreiras do universo deixando para traz todos os corpos celestes, onde todos os sentidos da vida se juntavam e misturavam se num só elemento, os sentimentos, alegrias, as cores, fragrância sons e movimentos num só elemento da divina sabedoria. Venci todas as barreiras. Vi e senti a grandeza do Universo á divina obra que Deus criou, senti minha mísera insignificante e pequenez, lá encravado na escala do espaço e tempo. Eu vi o ser de alma presa em frágil matéria se digladiando numa louca e desvairada corrida, uma partícula de poeira um nada, uma insensatez, cada um queria o seu Deus conforme seus princípios, talvez, ser o próprio Deus para melhor dominar o próximo. Não sabendo o que fazer com o prêmio da vida que Deus lhe deu, porem senti-me feliz de descobrir que sou uma pequena partícula, talvez uma sub-partícula deste universo maravilhoso! E cansado da longa jornada, estacionei a minha nave imaginária e acordei! Queria continuar a viagem, agora mergulhando em braçadas longas deslizando no fundo do oceano deslumbrando as. belezas dos seres e seus silencio lá existentes, penetrando na terra atravessando o centro da terra desafiando o magma, porem resolvi voltar a minha base e observar o que é real. Vi em minha volta a luz do grande astro, que nos brinda com luz calor, e projetava a sombra dos corpos que se antepunha e todas as formas de vidas vegetais e animais grandes e pequenos visíveis e invisíveis, como numa escala de variedades do princípio ao fim, tendo como objetivo uma só razão à vida! O vento acoitava e balançava as arvores como numa dança, folhas se projetavam no espaço, pétalas das flores caiam e pousavam no chão, ouvia-se, ao longe, crianças cantarolando, gritando, correndo e brincando numa alegre sagração à vida.  

Henoch Amorim 04/08/2013


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

As Artes


AS ARTES

Todas as artes vem de uma só fonte, um único produto que vem de Deus, Apenas muda os meios e as ferramentas para expressar.

A Pintura
 Do pincel, As tintas as cores, sobre um plano na visão e no coração a alma expressar.

 Da musica, Os sons dos metais, das madeiras em harmonia e ritmos quase o Céu alcançar, Chopin, Beethoven, Mozart, Vivaldi os limites humanos ultrapassaram.

A Escultura
 Da pedra e cinzel, No puro mármore a moldar, Miguelangelo Pietá, ou Rodin o Pensador para o Céu e a terra presentear.

A Dança,
 Da musica ao movimento e ritmo, a harmonia quase a divina perfeição os limites superar, até parece que uma fina película o divino e humano a separar.

 A Poesia,
Na musica. na Pintura, na Escultura, na Dança, na Natureza ou nas Estrela no seu devaneio de alma uma paisagem vai criando ou um castelo arquitetando a alma alfinetando.
 
 Às vezes um ato ou atitude, vejamos Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, ou pessoas no anonimato, tem nas mãos e no coração a ferramenta para o bem aplicar, parece muito próximo de Deus chegar, talvez quase a tocar.


 Henoch Amorim 28/08/2014 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A Fantástica dádiva da existência, Viver, existir

Temos momentos na vida com verdadeira sintonia entre o Céu a terra, a matéria e o espírito. São aqueles momentos onde tudo tem brilho e parece vibrar. A luz dando pinceladas de cores aqui acolá, um amarelo, vermelho, azul violetas e suas nuanças, e sempre uma sombra para realçar. Ás vezes no ar uma brisa, uma fragrância até uma musica quase imperceptível e imaginária, tudo tem importância é uma ave, um inseto, a se movimentar, ás vezes um afago uma atitude um aperto de mão, um abraço afetuoso. Nesses momentos não queremos nem saber, de onde viemos, porque viemos e porque temos que ir.
 Outras vezes temos momentos tempestuosos e turbulentos, onde perdemos a sintonia Entre Céu e a terra, a matéria e o espírito, são momentos de angustia, ansiedade, tristeza, doenças e outros males é quando a musica suave se transforma em roídos, a fragrância dar ânsia e enjôo a luz e as cores ferem a visão, e nos recolhemos para o fundo do poço. Todavia esses momentos ruins na vida são necessário, para darmos mais valor aos momentos bons,  pois sem eles a vida na terra já seria viver no paraíso e na hora de partir para uma melhor, não quereríamos nem pensar em ariscar, pois aqui na terra estaria bom demais.

 Conforme diria o Padre P, C. Vasconcelos em seu Poemas para viver, Ai como é bom estar vivo ver e rever as coisas e tornar a ver!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Devaneando,

Figuras Sonhadoras e harmoniosas.

terça-feira, 1 de julho de 2014

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Quadro Assolar

Quadro Assolar. Dimensões 120 x 100 O globo terrestre em forma de Maçã está sendo devorada pelo Ser chamado Humano, A figura da esquerda apresenta uma abertura na cabeça onde aparece um vazo sanitário o da direita está vazio´isto é nada tem. Ambos estão com uma Auréola de anjos pois se auto-denominam como herdeira ao trono Divino, Tudo podendo tudo fazendo. Enquanto devoram o Planeta as figuras animais, vegetais e outros perderam seu apoio e estão flutuando.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

HUMANOS E VEGETAIS



HUMANOS E VEGETAIS:
Sou verdadeiramente um admirador do reino dos vegetais. Pois vejamos! Eles cravam suas raízes no solo, extraem os sais minerais e elaboram seu alimentos, com ajuda da luz, em total ato de independência e auto-suficiência, e ainda conseguem elaborar os produtos químicos necessário para produzir  os pigmentos que absolverão a luz do espectro luminoso e irá determinar as cores das flores e folhas, nas mais variadas formatos das folhas e de flores, a nos encantar. alem da beleza das folhas, as flores desafiam nossos olhos e sentimentos, vejamos o amarelo, roxo, dos ipês , o vermelho da rosa, o violetas em tal grau de pureza que que em laboratório é quase impossível imitar, E o branco da pureza simbolizando quando a luz é refletida.
Ao mesmo tempo extraem do solo os ingredientes para produzirem os frutos de polpas suculentas e de sabores a fazer inveja a qualquer confeiteiros e profissionais químico, como é possível do mesmo pedaço de solo produzir a doçura da manga, da melancia ou o azedume do limão, e com polpas e sementes saciam a fome de seres humanos, Animais e aves.
As mesmas raízes que produzem frutos e cores, brindam o Céu e a terra com suas fragrâncias convidando os seres a um banquete a Céu aberto em uma troca de favores, onde os convidados   embriagados pela fragrância, cores e guloseimas do pólen, por gentileza deixam de brinde a polinização e com isso a perpetuação das espécimes.
E não para por aí! Temos o produto do seu lenho no bem estar dos seres nas mais variadas utilidades.
A pousada para animais e aves, onde nas alturas é mais seguro e o sono na noite é tranquilo.
Protege o solo, e sua sombra é uma dádiva para o corpo cansado E por fim para nossos olhos as paisagens, um delírio, e para a  alma um verdadeiro elixir, num quadro pintado pelo Criador.
E finalmente acho que os vegetais são merecedores da benção Divina e Deus pós em nossos caminhos para tornar nossa existência mais suportável. Henoch 05/06/2014

segunda-feira, 19 de maio de 2014

A Pianista

Quadro A Pianista 90 x 130
Inspirado no êxtase do artista e o instrumento chegando a transcender a realidade, fundindo o artista com o instrumento.