LÀPiDE. DE UM PASSAGEIRO
Na minha curta passagem por este planeta, como um relâmpago que o Céu riscou. Eu vi. O astro maior seu séquito de planetas e Satélite guiando e vidas animais e vegetais transportando.
A Vida se formando. A Mulher seu filho amamentando. A Leoa, e outros animais deitada e os filhotes o leite sugando. Eu vi a morte impiedosa vidas ceifando como o lavrador sua colheita catando. Eu vi sementes germinando e em árvores se transformando e O Homem com o machado ou a moto serra na mão tudo derrubando.
Eu vi Crianças sorrindo, correndo, caindo e levantando, olhando para frente, em adulto se transformando. Colhendo sucessos, Outros desilusões, Um batendo palmas, outros batendo pregos nas tábuas do caixão.
Eu vi o Sol nascer iluminando todos os objectos dando vida a tudo. Pinceladas aqui outras acolá, umas intensas outras suáveis. Tudo colorindo, como o artesão vai suas
jóias com ouro banhando. Assim retocando e aquecendo, e sementes germinando, flores desabrochando, folhas caindo e a vida se propagando.
Eu vi as sombras se formando onde a luz não incide diretamente e onde as cores são mais brandas, e os seres viventes repousam seus corpos de energia carente. Nos pincéis dos artistas os objetos se destacando e valorizando.
Eu vi e ouvi choros de dor profundo e lágrimas salgadas nas faces jorrando e sorriso rasgado na cara na brancura dos dentes ou deles ausentes com as mesmas lágrima os mesmos produtos, mas a razão diferente. .
Eu não vi e também não ouvi, mas nos meus sonhos construir castelos nos mais nobres dos mármores, Onde a beleza reinava e o Ser Humano era perfeito, Ruíram, desmoronaram. Diluíram se aos ventos. Todavia continuo a vislumbrar estas ruínas como arquitetura Grega.
Eu estava lá! Vendo o Mar agitado quebrar as ondas no rochedo e em brancura de espuma se formando, e o Rochedo de peito aberto não estremecia e não cedia. As gaivotas ao alto tudo via.
Naveguei em águas agitadas em furiosas turbulências, fui jogado contra o rochedo e encalhei em bancos de areias, sempre em momentos passageiros, Há! Mais naveguei em longas jornadas em águas serena cortando planícies, sempre olhando as margens de rara beleza e vidas exuberantes.
Na praia as ondas rasteiras traçavam formas nas areias desenhadas, o Vento afoito e teimoso no ar os grãos da areia lançando e apagava os rastros de quem por ali passou.
Talvez sonhando, sorrindo ou chorando.
Há! E nas noites escuras em um Céu profundo eu cravei o olhar na imensidão do Universo e nas Estrelas de brilho cintilante eu senti a pulsação. Tentei fazer minha mente pousar na superfície de cada uma delas más não conseguiu voltei a por os pés no chão e acordei.
Eu vi a Guerra produzindo dor, e o sangue jorrando. E Pais seus Filhos na estúpida ignorância no fanatismo seu filhos educando, Mandando pro ar sua frágil matéria em.
Fantástica explosão. Filhos de Deus, Outros filhos de Deus Matando. E o Diabo se regozijando
Foi no verdadeiro silencio, Na paz da alma e na serenidade da luz do luar sobre o rochedo, ou nas profundezas do universo sentindo as estrelas murmurar.
Eu ouvi vozes que ninguém falou Musica que nimguem compôs e vi cores que a luz ainda não iluminou, e árvores balançando antes do vento açoitar Há? Sentir a fragrância
Antes das flores ao céu lançar.
Eu vi a beija flor no ar quase pairando, formigas folhas carregando. O grilo cantando A caldeira fumegando o motor zoando a engrenagem girando e a força arrastando
Muitas coisas eu vi de olhos aberto, outras preferi ver de olhos fechados, principalmente à estupidez de quem se auto denomina filho do criador herdeiro da aureola divina. tudo podendo tudo fazendo.
Participei de mesa minguada onde a fome não era saciada e sofri calado, pois não tinha para quem reclamar Porem participei de mesa farta, acompanhando vinho. De boa casta e entre parentes e amigos em felizes momentos brindamos à vida.
Eu dispensei tempo valioso em ver coisas tão fúteis! Sem importância para á maioria das pessoas, mas colhi frutos deliciosos, Eu vi o ferreiro o ferro quente malhando e moldando em objectos transformando fagulhas voando. O marceneiro o prego na tábua batendo a cada batida o prego cedia, ao martelo obedecia Eu vi o vento a poeira levantando, no ar grãos de areia dançando e sem pressa se dispersando.
Eu recebi graciosamente, a luz que ilumina e aquece. As partículas do oxigénio que meus pulmões aspiram e meu corpo irriga. Os alimentos que produzem a energia, força motora que nos move. E água este liquido precioso que nos hidrata Porem muito pouco posso retribuir! Apenas algumas minguadas gramas das cinzas, produto da incineração da minha matéria, que pedirei aos meus parentes e amigos que arremessam ao vento, desta forma possa essas migalhas ser útil aos vegetais E folhas e flores dela possa se beneficiar.
Henoch Amorim. 21/04/2007
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Na maioria das vezes nos comportamos como passageiros farofeiros e oportunistas, não vemos o que não queremos, somos como cupins estamos sempre devorando tudo na nossa frente. E tudo podemos, mesmo porque somos filho do criqdor e portanto herdeiro divino.
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