
UMA ÁRVORE
Uma vez uma semente teimosa achou de resistir aos apetites vorazes de aves,
insetos, e as intempéries e
esterilidade do solo, e lá encravada em um cantinho meio sem jeito, germinou, a princípio era frágil como um bebê, suas primeiras folhas eram de um verde pálido e formato, um tanto indefinido, Suas folhas a bem da verdade não faziam parte dos cardápios de animais famintos, o seu formato foi se definindo e suas folhas adquirindo vigor brilho e cor, a terra que antes comprimia e rejeitava foi cedendo e suas raízes penetravam na terra a procura dos sais vitais à vida, e folhas e mais folhas a cada dia brotavam e tanto vigor já havia necessidade de galhos para sustentar tanta força de viver, e tantas folhas e galhos que uma
arvore se tornou os animais e outros seres viventes fizeram da sua sombra pousada permanente, e fonte de alimento, seu tronco Saudável e vigoroso, seu aspecto era de uma
arvore frondosa e soberana no reino dos vegetais, até então havia vencido todos os desafios, e lá estava bela e desafiante, mais completo ainda não, algo faltava lhe. Tantos galhos, folhas e tanta beleza que isto tinha que se perpetuar, e quando tudo parecia calmo e sereno lá numa fase do ano, uma explosão em seu ser. e lá encravados nas pontinhas dos galhos, no meio daquele
mundão de folhas, botões e mais botões flores e mais flores desabrocharam, rosas, vermelhas, amarelas ou branca que importa são flores cheirosas
gostosas exóticas e eróticas. O aroma silvestre no ar se propagou e logo as abelhas e
insetos vieram o néctar colher, trocando favores, colhendo e doando benesse da polinização, no balanço do vento aos zumbidos fundia-se a cor e a fragrância formando um só estado de embriagues divina dando a sensação que anjos também ali estavam e o próprio criador régia aquele
espetáculo, o vento que açoitava e balançava dava mais beleza e vez por outra pétalas desprendiam-se e rodopiando e planando até o chão beijar, e pétalas e mais pétalas caiam até um tapete colorido cobrir o chão, e a fase Colorida chegara ao fim parecia final de
espetáculo, mas lá nas pontinhas dos galhos onde havia uma flor ficou um pontinho verde que se confundia com as folhas e logo começou a destacar-se, um fruto formou e foi tomando cor, uma cor rosada já atraia os apetites de aves, abelhas e
insetos, cheirosa
gostosa, um banquete a céu aberto lá estava, e frutos começaram a cair e aves e animais alimentavam se e transportavam as sementes a lugares distantes, e lá encravadas numa rachadura ou em um canto qualquer, uma semente teimosa resiste tentando repetir o círculo da vida se a fina lâmina de um machado o seu lenho não cortar ou os afiados dentes da moto serra nos punho do homem deixar.
HENOCH D. AMORIM
A ARVORE
ResponderExcluirÉ uma tentativa de expressar, por meio de uma narrativa os mesmos sentimentos obtidos na pintura, com o título tambem de A Arvore, ao lado, Na verdade ambas tentativas de expressão tem suas caracteristicas propria,más no final os resultados se aproximam bastante..