Folha de papel branco! nada escrito, não há mensagem, nem idéias nem pensamento, só a brancura, a inspiração se foi, ó Ausência cruel, onde andas sentimentos mesquinhos que se esconde na cinzenta massa cefálica, Por acaso a fadiga, o cansaço da jornada diária fizeste te curvar à sonolência, ou a comodidade. Não se vista de mesquinhez abra suas asas.
E cubra este papel de vida, luz, dor, paixão e muito amor, se é de inspiração carente, risque as folhas encha de letras vazias sem eira e sem beira. Mais se ainda houver da razão o domínio, Fale de cosas vâs, Olhe o grão de poeira no ar se deslocando como ave planando, não tem vida nem sentimento parece à gravidade desafiar, suavemente no branco papel pousando.
Fale do grão de areia partícula pequena sem razão e sem paixão, Fale do graveto no chão, veio de uma arvore já foi tronco, já foi galho já foi suporte de folhas flores e frutos, e aquelas folhas secas retorcidas pelo tempo queimado, já foi verde de brilho intenso recebia a luz elaborava alimento. E o galho seco no chão, ainda de espinhos contidos protegiam as flores como guardiões em sentinelas.
Quanta cosa da mente ocupar, nada, Ausência, inexistência, palavras vazias sem nada explicar, se bem analisada, Mais esta carruagem de destino ignorado, pode ser ocupada. Faça da fonte brotar a luz que inspira o artista, e enche de Fé o beato, ou cobre de Heroísmo o Soldado.
Então como açude que se rompe da frágil parede pela força das águas vencida, atrele os Corcéis, Para esta barreira atravessar, ligue a maquina de engrenagem contida, Como monstro dentado arrastando e vencendo a frágil resistência da matéria.
Lance se no ar em voo rasante vencendo a barreira do atrito, afunde na terra, na lama misture se aos grãos de areia, ou mergulhe no Oceano deixe a água a sua pele molhar, se agite para secar, como ave pela chuva molhada.
Grite forte, grite alto para os sons ao longe ecoar, e o Criador escutar. Respire fundo pegue na mão a matéria o aço a pedra as sementes dos vegetais apalpe as com força e deixe entre os dedos escapar, vá a sombra para o frescor alcançar, e ao sol para sua pele aquecer, esteja ao vento para a brisa seu corpo balançar. Veja na esquina na rua ou na viela a moça bonita no seu desfilar, Sinta a fragrância seu peito embriagar.
Veja tudo ou veja nada, seja a razão! Suba no topo no alto, assista a este espetáculo entenda ou não, mal não faz. Feixe os olhos para sua mente viajar, atravesse fronteiras vá as Estrelas ou ao espaço sideral, Viagem na crista do Cometa Halley, mais volte rápido queira ver o tempo passar, fique na janela olhe as aves no Céu planar.
Preste atenção veja no chão pequenas vidas, Formigas, gafanhotos, grilos joaninhas e outros, a se agitar Tantos Seres este Planeta habitar. Você não é o único a esta Auréola do Criador herdar.
Mas vamos a terra firme pousar, Desligue os motores cruze os braços. Curve a cabeça para frente, Deixe o fluido precioso fluir suavemente pelas artérias, como Rio sereno pelas as planícies deslizar.
Não pense em nada seja nada, imagine se a menor partícula. Deixe os grãos de poeira no papel pousar, Seja aquele vulcão extinto sem pressão interna, sem pressa de larvas no Céu vomitar, atinja a Paz a serenidade, acorde mais tarde.com um sorriso estampado na cara, se possível ouvindo a sinfonia a pastoral de Beethoven. Seja uma nova semente na terra germinar, novos galhos e folhas, flores e, frutos o céu encantar, Deixe seu barco em águas azuis e serenas navegar, Mas lembre se na brancura do papel muitas coisas podemos colocar. E viva o Universo do qual fazemos partes.
Na verdade tudo isto é uma brincadeira! Mais
ResponderExcluirtem a finalidade de fazer os neironios, se agitarem e partir para o trabalho,deixando o comodismo e a preguiça de lado
Henoch