quinta-feira, 2 de outubro de 2014

ESPACIAL

                                                 VIAGEM ESPACIAL

Fechei os olhos e viajei na crista de um cometa, andei de estrela em estrela, Na velocidade da luz penetrei no Universo, dei um pulinho em outras galáxias, vi luz em corpo iluminado e a sombra projetando, paisagens de esculturas que o próprio universo construiu, Planetas que o ser ainda não habitou, escapei da força de buracos negros entendi o mistério do espaço curvo, e conheci outras dimensões, vi coisas de divinal beleza que a mente de fraqueza possuída não consegue captar, ouvi o som que o instrumento ainda não executou, senti a fragrância que as raízes dos vegetais ainda não produziram e aos ventos não foram lançadas, meus olhos captaram as nuances que a luz ainda não iluminou, vi e senti os movimentos das arvores antes do vento soprar e os movimentos da bailarina antes da dança começar, às vezes senti medo e pavor que minha alma abandonar meu corpo queria, passei pelo calor ardente e o frio cortante, senti minha matéria ser diluída e meus atamos ao universo serem lançados e logo depois reagrupado no mesmo ser. Atravessei todas as barreiras do universo deixando para traz todos os corpos celestes, onde todos os sentidos da vida se juntavam e misturavam se num só elemento, os sentimentos, alegrias, as cores, fragrância sons e movimentos num só elemento da divina sabedoria. Venci todas as barreiras. Vi e senti a grandeza do Universo á divina obra que Deus criou, senti minha mísera insignificante e pequenez, lá encravado na escala do espaço e tempo. Eu vi o ser de alma presa em frágil matéria se digladiando numa louca e desvairada corrida, uma partícula de poeira um nada, uma insensatez, cada um queria o seu Deus conforme seus princípios, talvez, ser o próprio Deus para melhor dominar o próximo. Não sabendo o que fazer com o prêmio da vida que Deus lhe deu, porem senti-me feliz de descobrir que sou uma pequena partícula, talvez uma sub-partícula deste universo maravilhoso! E cansado da longa jornada, estacionei a minha nave imaginária e acordei! Queria continuar a viagem, agora mergulhando em braçadas longas deslizando no fundo do oceano deslumbrando as. belezas dos seres e seus silencio lá existentes, penetrando na terra atravessando o centro da terra desafiando o magma, porem resolvi voltar a minha base e observar o que é real. Vi em minha volta a luz do grande astro, que nos brinda com luz calor, e projetava a sombra dos corpos que se antepunha e todas as formas de vidas vegetais e animais grandes e pequenos visíveis e invisíveis, como numa escala de variedades do princípio ao fim, tendo como objetivo uma só razão à vida! O vento acoitava e balançava as arvores como numa dança, folhas se projetavam no espaço, pétalas das flores caiam e pousavam no chão, ouvia-se, ao longe, crianças cantarolando, gritando, correndo e brincando numa alegre sagração à vida.  

Henoch Amorim 04/08/2013