terça-feira, 13 de novembro de 2012
PESADELO, QUEM EU SOU
PESADELO. QUEM EU SOU
Sou uma borboleta procurando o solo para pousar, em chão coberto de lixo e podridão.
Sou o Rio que antes corria límpido e sereno cheio de vida e exuberãncia, agora coberto de lixo e dejetos fecais.
Sou um peixe tentando respirar no lodo da poluição a procurando minguadas partículas de oxigênio
para ter direita á vida.
Sou o Tamanduá Bandeira, O Tatu, O servo pantaneiro, tentando atravessar o negro asfalto com maquinas assassinas nas mão impiedosa de um ser chamado Homém.
Sou a arvore frondosa e centenária na aproxímação do trator, o som da moto-serra,ou do machadeiro.
Sou a abelha sem rumo à procura do pólen para produzir o nécta em arvores tombadas por mostros dentados trator ou moto-serra.
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Sou a Onça suçurana, acuada no minguado espaço de um quintal doméstico por ser destituida do meu habitat natural, transformado em deserto pela á ganancia humana.
Sou a cobra rastejante em terra escaldante, cinzas fumegantes e brasas ardentes, tentando fugir do incendio criminoso.
Sou o filhote orfão do lobo guará. do Bicho preguiça ou do macaco, ainda preso no último fio de calor do corpo inerte da mãe já morta, Anbos colhidos pelos pneus dos veículos ao atravessar a pista. Na guerra sem trégua do progresso contra a natureza.
Sou a pássaro à procura de galhos para fazer o ninho, em arvores que não existem mais, porque já estão estão tombadas no chão, na carroceria do caminhão ou transformadas em carvão.
Sou o sapo que não coaxa mais nas logoas poluidas, ou o pirilampos que não brilham mais no Céu
como estrelas cintilantes nas noites escuras.
Sou o Céu Estrelado envolto em um véu de poeira que nimgiém mais vê
Sou a criança que não pode pisar descalça no chão, onde corre os dejetos da poluição.
Sou o Gato, ou o Cachorro sem dono por abandono, de olhar tristonho e sem esperança.
Sou o preso no quintal de casa, com grades e alarmes, sem a liberdade de ir e vir,imposta por parasitas que tentam colher o fruto que não plantou.
Sou milhares de hectares de chão que serao coberta com as aguas da usina Belo Monte, Vidas microrgãnicas e vegetais que não mais verão a luz.
Sou o pássaro na gaiola, tirado do hábitat natural, tem assas mais não voa. Sem ter o direito ao direito
que Deus lhe deu.
Sou o adolescente que como carro sem condutor ou carruagem sem cocheiro em louca disparada não tem trilha certa para tomar.
Sou a presa do Elefante de cobiçado marfim, o chifre do Rinocerante que alimenta a estupidez
humana. Maldade de um ser que se julga herdeira ao reino divino.
Sou a vitíma do fanático religioso que em nome de Deus manda prós ares sua fragil matéria, arastando com sua cruel vingança, inocentes crianças e adultos, acreditando que receberás um prêmio
por sua insana loucura.
Sou aqueles animais, Peixes e Aves, envolto no negro petróleo lançado no Mar pelo vazamento dos Navios, Que na sua louca corrida para alimentar o progresso e a ganancia. Tudo pode, Tudo vale
Sou o indivíduo que dorme com pesadelos, mais depois de acordado ver que os pesadelos são reais, dormindo ou acordado.
Sou o indivíduo que gostaria que tudo isso fosse um simples pesadelo e quando acordasse rezasse para nunca mais passar por esse angustiante e assustador pesadelo.
Sou aquele que ainda sonha com um fio de esperança um raio de luz no final do tunel.
Como dizia o Historiador Herry Thomas. O ser Humano sempre reage quando encurralado:
Henoch. 09/12/2011
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