domingo, 26 de julho de 2009

PORQUE

Por quê? Porquês? Estais murchas, por acaso, perdeste a tua cor, e tua fragrância não exala ao vento convidando aves e insetos ao deleite? Por acasos o seu reinado foi apenas uma fagulha de tempo? Não vedes que o teu lugar ficaste vazio, e tua fragrância fora diluída e não existe mais? Não protestais não gritastes, nem um lamento? Também ficaste muda não responde ao meu pranto, a minha dor, Há! Como invejo o seu silencio e abomino minha covardia e fraqueza, Pois eu quero protestar gritar para minha voz ecoe neste Universo e retorne com a resposta porque caem as folhas e se desprendem dos seus galhos as flores,. E pousam no chão, Por quê? As ondas chicoteiam no rochedo e como quem de alma lavada, não protesta, e o vento apaga o rastro na areia de quem sonhava e sorrateiramente fazem sua dança como que desafiando quem por ali passou, e o sorriso de ontem transformou se em lagrimas hoje, por acaso não faz a Diferenca? Pois o sal do liquido que escorre nas faces é salgado para ambos casos? Estás correto então? Pois que caiam todas as folhas, e rolem no chão estas flores que foram vidas e não mais germinem as sementes, Caiam as Estrelas, cometas, e caia o próprio Homem sobre sua sombra e se apague todas as luzes e acorde na Eternidade para sempre iluminado. Há! Angustia. que me sufoca o peito e a Alma é como uma ave sem asa que quer alçar vôo mais o peso do corpo mantém prisioneiro. Sopra o vento e destrona folhas secas e gravetos levantam no ar grãos de poeira que como bailarina fazem uma dança no ar como se não tivesse pressa de ao chão retornar, Sinto cheiros da fragrância que embebeda, Tenho guardado as cores vibrante e nuanças que a luz não ilumina mais, Tenho na alma o silencio da natureza e complexidade e vibração deste Universo, Mas tenho vontade de vomitar esta mesquinhez do Ser, Desta mente obscura da visão sem ver, Ouvidos sem ouvir desta grandiosidade sem grandeza. Henoch. 30/03/2006

Uma Árvore

UMA ÁRVORE Uma vez uma semente teimosa achou de resistir aos apetites vorazes de aves, insetos, e as intempéries e esterilidade do solo, e lá encravada em um cantinho meio sem jeito, germinou, a princípio era frágil como um bebê, suas primeiras folhas eram de um verde pálido e formato, um tanto indefinido, Suas folhas a bem da verdade não faziam parte dos cardápios de animais famintos, o seu formato foi se definindo e suas folhas adquirindo vigor brilho e cor, a terra que antes comprimia e rejeitava foi cedendo e suas raízes penetravam na terra a procura dos sais vitais à vida, e folhas e mais folhas a cada dia brotavam e tanto vigor já havia necessidade de galhos para sustentar tanta força de viver, e tantas folhas e galhos que uma arvore se tornou os animais e outros seres viventes fizeram da sua sombra pousada permanente, e fonte de alimento, seu tronco Saudável e vigoroso, seu aspecto era de uma arvore frondosa e soberana no reino dos vegetais, até então havia vencido todos os desafios, e lá estava bela e desafiante, mais completo ainda não, algo faltava lhe. Tantos galhos, folhas e tanta beleza que isto tinha que se perpetuar, e quando tudo parecia calmo e sereno lá numa fase do ano, uma explosão em seu ser. e lá encravados nas pontinhas dos galhos, no meio daquele mundão de folhas, botões e mais botões flores e mais flores desabrocharam, rosas, vermelhas, amarelas ou branca que importa são flores cheirosas gostosas exóticas e eróticas. O aroma silvestre no ar se propagou e logo as abelhas e insetos vieram o néctar colher, trocando favores, colhendo e doando benesse da polinização, no balanço do vento aos zumbidos fundia-se a cor e a fragrância formando um só estado de embriagues divina dando a sensação que anjos também ali estavam e o próprio criador régia aquele espetáculo, o vento que açoitava e balançava dava mais beleza e vez por outra pétalas desprendiam-se e rodopiando e planando até o chão beijar, e pétalas e mais pétalas caiam até um tapete colorido cobrir o chão, e a fase Colorida chegara ao fim parecia final de espetáculo, mas lá nas pontinhas dos galhos onde havia uma flor ficou um pontinho verde que se confundia com as folhas e logo começou a destacar-se, um fruto formou e foi tomando cor, uma cor rosada já atraia os apetites de aves, abelhas e insetos, cheirosa gostosa, um banquete a céu aberto lá estava, e frutos começaram a cair e aves e animais alimentavam se e transportavam as sementes a lugares distantes, e lá encravadas numa rachadura ou em um canto qualquer, uma semente teimosa resiste tentando repetir o círculo da vida se a fina lâmina de um machado o seu lenho não cortar ou os afiados dentes da moto serra nos punho do homem deixar. HENOCH D. AMORIM

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Neste Instante

> Em algum lugar deste planeta, neste momento, um ser deve está concebendo outra vida, é mais uma criança nascendo ou um animal parindo. Um ovo que se abre, será portanto uma mãe seu filho alimentando, é mais uma criança correndo, ou um filhote saltando fogoso será mais uma ave voando. Haverá também alguém sua arma carregando ou a pedra na atiradeira colocando, Será uma vida se apagando. Nos jardins, nos campos, nas encostas dos morros, nas margens do Ribeirão ou nos sopé das montanhas muitas sementes estão germinando, arvores, relvas, serão, e flores desabrochando outras tantas murchando, haverá, portanto pétalas e folhas caindo alimentando o chão. Enquanto isto alguém seu machado afiando e o trator roncando, o monstro de aço rasgando o chão, a moto serra espreitando. Cumprirá se a sentença As arvore tombando. Uma fonte está jorrando outra secando, a tempestade matando afogado, e a seca de fome. Tem alguém gritando outro silenciando, amando ou odiando talvez indiferente. O artista está compondo, outro pintando. A bailarina dançando qual uma gazela na ponta dos pés deslizando, ou suas sapatílhas retocando. Uma Mulher no banho tem no corpo a água deslizando em curvas sensual o gozo quase alcançando, o artesão trabalhando, o político honesto legislando. O pioneiro lá no fundo de um galpão ou de um espaço qualquer, por um ideal lutando, o pesquisador uma fórmula procurando, o medico avaliando,receitando, e curando. O religioso orando, o poeta sonhando, o operário labutando todos muito próximos de deus estando, quase tocando. Outros tramando preparando armadilhas, corrompendo, tentando convencer alguém sem antes convencer a si próprio, bem próximo, da insignificância estando. Enquanto isto no universo os astros brilhando a terra girando, é dia é noite é luz é sombra, e a lua te espiando, o beija flor, abelhas, e insetos polinizando, a borboleta no bate e rebate de asas subindo o ribeirão, uns rezando outros xingando. Olhe para o Céu em noite de escuridão veja o silêncio das estrelas na imensidão. Sapos coaxando e a coruja lá no alto observando. Alguém correndo contra o vento com cabelos soltos esvoaçando. Uma criança os primeiros passos iniciando, caindo e levantando, ande, corra vá enfrente, pise no barro, pise forte no chão, sinta o apoio que a terra pode nos dar. Tem uma lágrima dos olhos jorrando, descendo na face, tristeza ou emoção, o produto é o mesmo só muda a razão. Na rua carros rodando, nas calçadas Pessoas em seus sonhos desfilando. Um corpo, uma matéria qualquer recebendo a luz que nos ilumina e em cores decompondo e nos olhos refletindo, o físico observando sua caneta sobre o papel deslizando, tudo anotando. Enquanto isto as gotículas de orvalhos da madrugada, como diamante lapidado cintilando. Alguns bocejando outros coc iam hilando. Muitos acordando, Bom dia boa noite, desligue a luz externa use a imaginação sonhe profundo utilize se de uma lanterna; adentre na sua floresta mergulhe no seu Rio ou Oceano, não tenha medo á viagem é segura Veja todos os seres e objetos admirem os, vá ao fundo, descubra as belezas que lá existem, suba vá à profundeza do universo, e acorde, feliz este devaneio.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Brancura

Folha de papel branco! nada escrito, não há mensagem, nem idéias nem pensamento, só a brancura, a inspiração se foi, ó Ausência cruel, onde andas sentimentos mesquinhos que se esconde na cinzenta massa cefálica, Por acaso a fadiga, o cansaço da jornada diária fizeste te curvar à sonolência, ou a comodidade. Não se vista de mesquinhez abra suas asas.
E cubra este papel de vida, luz, dor, paixão e muito amor, se é de inspiração carente, risque as folhas encha de letras vazias sem eira e sem beira. Mais se ainda houver da razão o domínio, Fale de cosas vâs, Olhe o grão de poeira no ar se deslocando como ave planando, não tem vida nem sentimento parece à gravidade desafiar, suavemente no branco papel pousando.
Fale do grão de areia partícula pequena sem razão e sem paixão, Fale do graveto no chão, veio de uma arvore já foi tronco, já foi galho já foi suporte de folhas flores e frutos, e aquelas folhas secas retorcidas pelo tempo queimado, já foi verde de brilho intenso recebia a luz elaborava alimento. E o galho seco no chão, ainda de espinhos contidos protegiam as flores como guardiões em sentinelas.
Quanta cosa da mente ocupar, nada, Ausência, inexistência, palavras vazias sem nada explicar, se bem analisada, Mais esta carruagem de destino ignorado, pode ser ocupada. Faça da fonte brotar a luz que inspira o artista, e enche de Fé o beato, ou cobre de Heroísmo o Soldado.
Então como açude que se rompe da frágil parede pela força das águas vencida, atrele os Corcéis, Para esta barreira atravessar, ligue a maquina de engrenagem contida, Como monstro dentado arrastando e vencendo a frágil resistência da matéria.
Lance se no ar em voo rasante vencendo a barreira do atrito, afunde na terra, na lama misture se aos grãos de areia, ou mergulhe no Oceano deixe a água a sua pele molhar, se agite para secar, como ave pela chuva molhada.
Grite forte, grite alto para os sons ao longe ecoar, e o Criador escutar. Respire fundo pegue na mão a matéria o aço a pedra as sementes dos vegetais apalpe as com força e deixe entre os dedos escapar, vá a sombra para o frescor alcançar, e ao sol para sua pele aquecer, esteja ao vento para a brisa seu corpo balançar. Veja na esquina na rua ou na viela a moça bonita no seu desfilar, Sinta a fragrância seu peito embriagar.
Veja tudo ou veja nada, seja a razão! Suba no topo no alto, assista a este espetáculo entenda ou não, mal não faz. Feixe os olhos para sua mente viajar, atravesse fronteiras vá as Estrelas ou ao espaço sideral, Viagem na crista do Cometa Halley, mais volte rápido queira ver o tempo passar, fique na janela olhe as aves no Céu planar.
Preste atenção veja no chão pequenas vidas, Formigas, gafanhotos, grilos joaninhas e outros, a se agitar Tantos Seres este Planeta habitar. Você não é o único a esta Auréola do Criador herdar.
Mas vamos a terra firme pousar, Desligue os motores cruze os braços. Curve a cabeça para frente, Deixe o fluido precioso fluir suavemente pelas artérias, como Rio sereno pelas as planícies deslizar.
Não pense em nada seja nada, imagine se a menor partícula. Deixe os grãos de poeira no papel pousar, Seja aquele vulcão extinto sem pressão interna, sem pressa de larvas no Céu vomitar, atinja a Paz a serenidade, acorde mais tarde.com um sorriso estampado na cara, se possível ouvindo a sinfonia a pastoral de Beethoven. Seja uma nova semente na terra germinar, novos galhos e folhas, flores e, frutos o céu encantar, Deixe seu barco em águas azuis e serenas navegar, Mas lembre se na brancura do papel muitas coisas podemos colocar. E viva o Universo do qual fazemos partes.